Ao menino do sorriso.

Estimula a escrita. Entra no jogo das palavras e possui profunda habilidade com tudo que diz respeito à design. Tem um sorriso lindo, digno de portas retratados folheados. Não mede esforços, aliás, para arrancar outros sorrisos desse meu rosto às vezes tão sério. “Baila morena!” tu pedes, todos os dias. “Joga a fora a armadura.” E eu obedeço, e agora lhe escrevo, profunda e eternamente agradecida.  Disse-me pra que eu fosse quem sou, sem medo dos outros. E eu fui. Desafiei. Surpreendi. “Não fica constrangida, tu escreves tão bem.” E acreditei. E escrevi. Coloquei minha alma nas palavras destinadas à ele. Fui fundo.  Me disse para simplesmente não amar aqueles que não se importam. Mas eu me importo. E de certa forma, lhe gosto muito, lhe gosto muito por aquilo que ele demonstrou ser. Só busca, todos os dias, a simplicidade de uma vida comum e leve, mas não dispensa as surpresas aos que admira. Surpresas essas que fazem meu coração bater mais acelerado. E mais um sorriso surgir nos lábios, iluminando o canto da boca. Trouxe o brilho aos meus olhos. Sorri, menino, sorri que teu sorriso é lindo. “Tudo nasce de um suspiro de poeta.” E tu suspiras. Suspiras bonito, menino, surpreende e encanta. Saboreia cada momento, sem medo do fim. Sente. E acredita. Se achou em mim. Eu me achei nele. Nós nos achamos, juntos. E sorrimos. E você fez nascer o brilho do meu olhar. Que bom, não é, menino? Uma vez tu me disses que gosta muito de olhos…  Como tu disses, não é nem por completo mal, nem por completo bondoso: é mistura de todas as sensações e sentimentos existentes, mas à mim, exposto, só deixa teu lado mais bonito. Saindo de meus sonhos e devaneios, desabrochei para a realidade. Uma realidade, ainda assim, cheia de sonhos e esperança, que me mostra que ainda vale a pena acreditar nos seres humanos. Este é Alexandre – menino sem sobrenome, ao menos pra mim, mas ainda assim, muito admirado. Este é um cara foda. Por mais que não admita isso.

De Letícia Loureiro – eu que sou, sim, o projeto de pessoa foda – para Alexandre – o menino sem sobrenome, garoto do sorriso bonito e das atitudes singelas, mas deliciosas.